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História e Arte na obra de Leonardo Posenato
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A História Antiga reescrita pelo talento de Leonardo Posenato

A VINDIMA DOS AMORINS
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OBRA PRIMA DO MOSAICO ROMANO

Ele é um mestre mosaicista .  Sua formação acadêmica ocorreu na Itália, onde obteve diplomação pela Scuola Mosaicisti del Friuli, na Itália,  em 1998. A região do Friuli, vale a pena sublinhar, foi o berço de uma plêiade de artistas italianos do mosaico que difundiram a arte pelo mundo.

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Pois foi ali que o gaúcho Leonardo Posenato estudou e graduou-se, trazendo para o Brasil uma bagagem de conhecimentos em artes em geral, incluindo a execução de mosaicos, que aprimorou e que tem transmitido a novas gerações de mosaicistas do Rio Grande do sul.

         Leonardo conhece bem História Antiga e sabe contá-la através das obras em mosaico que nos foram legadas por mosaicistas do passado. Uma de suas peças de maior visibilidade até há pouco era o painel triangular na parede frontal da Vinícola Salton, em Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.

OBRA REFERENCIAL DE LEONARDO POSENATO
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PAINEL NA ENTRADA DA SALTON

O projeto do prédio que abriga a vinícola é do Arquiteto Júlio Posenato, pai de Leonardo, que contou com a colaboração de Adriana Florin. No trabalho do mosaico, Leonardo cuidou da execução e da aplicação.

Ocorre que, agora, depois de mais de um ano de trabalho, o artista gaúcho completou a execução de uma segunda e refinada obra, ainda mais delicada, grandiosa e repleta de significados históricos, artísticos e filosóficos. Tal como a primeira, encontra-se também na Vinícola Salton, enobrecendo o interior da empresa, confirmando seu compromisso com a arte das tesselas.

 

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O novo trabalho tem  2,6 por 5,2 metros e  reproduz uma obra mural da Antiguidade. Denomina-se a Vindima dos Amorins e exibe crianças pisando nas uvas para produção do vinho, como se fazia no passado, ou seja, uma representação adequada para o espaço onde ela se coloca, ensejando reflexões sobre essa atividade e indo muito além da simples representação musiva.

Sobre isso, é melhor atentar para o que tem a dizer o próprio autor da obra, Leonardo Posenato:

DETALHE DA VINDIMA DOS AMORINS
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“A obra foi inspirada na observação dos painéis da basílica de Santa Constança em Roma, ele é uma releitura de um trecho de mosaico romano que data em torno de 400 dc. Ou seja um mosaico com 1600 anos! Hoje no mundo só se tem notícia de 2 releituras desta obra, uma se encontra em um restaurante em Tóquio, com cerca de 6 metros quadrados e este que pertence à vinícola Salton com 13,5 metros quadrados.

 

A obra foi feita com mármores, granitos de todo o mundo, pedras ornamentais brasileiras e pedras preciosas do Brasil e do mundo. Para a moldura em motivo vegetal de videira foram utilizadas ágatas brasileiras tingidas. Para representar outros momentos do painel principalmente as uvas foi utilizado ametistas da melhor qualidade que se encontra hoje, jaspe sanguíneo, cristal de rocha tingido. Ainda foi utilizado esmalte vítreo por sua cor viva para representar cetros (os cajadinhos dos amorins).

 

O motivo da representação é direto, os amorins fazendo a vindima e a elaboração do vinho. Os amorins são os precedentes da imagem dos anjos na cultura ocidental. A videira e a vindima sempre tiveram significados muito mágicos ao longo da humanidade ao ponto do vinho ser utilizado em todas as culturas do mundo em rituais.

 

Significado oculto do painel

 

Para descobrir o real significado deste misterioso painel, tive que procurar nos hieróglifos egípcios e na tradição dos templos gregos.

 

O primeiro significado oculto desta representação é muito direto: Os amorins estão fazendo o trabalho que é considerado simples e comum, que é colher as uvas, transportar e pisar as uvas. Mas perceba que estão todos muito contentes nas suas atividades. Isto nos quer dizer: Viva sua vida da melhor maneira possível, seja feliz e realizado em cumprir a cada momento sua missão, independente da atividade que seja!

 

O segundo nível de interpretação nos fala do direcionamento dos pensamentos. Ou seja, se os pensamentos são positivos a natureza trabalha a nosso favor, pois veja bem, os amorins são seres místicos, pertencentes à natureza, são a representação da própria energia da natureza, a energia que faz crescer a uva com saúde, o sol, as folhas, a terra, os insetos polinizadores, estão sempre trabalhando a nosso favor independente do que está acontecendo. Então a mensagem agora é: Pensar sempre positivo, com um sentimento de muita gratidão em relação à vida, pois o universo é rico e nos dá tudo! Tudo é emprestado, pois tudo vem da natureza! Manter os pensamentos em boa sintonia faz com que o universo conspire a nosso favor!

 

O terceiro nível de interpretação é muito mais profundo e foi necessário buscar na metafísica. A metafísica fala que nossos pensamentos criam substâncias tão reais como a matéria, mas em uma faixa de vibração muito mais sutil. Não existem cores que nossos olhos não podem ver?  Pois bem a forma pensamento é uma substância que os olhos não vêem, mas influencia a vida. Então é um alerta à criação das formas pensamentos. Podemos formar formas boas ou ruins, elas vão reproduzir na sua realidade o que você pensa. A mensagem é: Cuide os pensamentos, para formar uma realidade agradável e feliz! Se pode criar uma realidade de abundância, realização, alegria e felicidade!”

 

 

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Obviamente, Leonardo não limita sua obra a essas duas peças, embora elas sejam, sem sombra de dúvida, trabalhos altamente referenciais de sua capacidade técnica e de seu descortino artístico.

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O conjunto de peças produzidas em seu ateliê revela a força e a elegância da diversidade criativa, incluindo tanto peças de caráter religioso como outras de perfil delicado com as quais surpreende o público gaúcho.

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Também é preciso deixar claro que Leonardo ainda encontra tempo para ocupar-se com a atividade docente, ministrando cursos de mosaico que, além da realização de peças, ensina seus alunos a raciocinar sobre a arte, a compreender seus múltiplos significados históricos e a relacioná-los com a beleza da vida.

 

 

LEONARDO POSENATO É CONVIDADO A PARTICIPAR DO COW PARADE DE PORTO ALEGRE 2010-2011

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          Sempre comprometido com essa dualidade em sua trajetória artística – o mosaico e a história antiga –, Posenato aceitou participar em outubro de 2010 de um evento internacional de intervenção urbana que, na sua categoria, é um dos mais vistosos do mundo, o “Cow Parade”, no qual artistas selecionados são convidados a intervir com sua técnica e linguagem plástica sobre uma vaca moldada em tamanho original. O evento já ocorreu em quase todas as metrópoles do mundo, inclusive no Rio de Janeiro, sendo que chegou a Porto Alegre ao final de 2010, devendo permanecer até o verão de 2011.  Pois o artista gaúcho se esmerou e cobriu a vaca com elementos das mitologia do antigo Egito,  dando destaque a conteúdos trazidos pela historiadora Guti Fraga. A obra ganhou muita visibilidade no interior do Barra Shopping Sul.

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    A vaca confiada a Leonardo Posenato foi coberta com 12 mil fragmentos: inscrustrações de pedras semipreciosas envolvidas em pastilhas com lâminas douradas, mármores e granitos. À vaca, assim coberta, recebeu do artista o título de Ìsis, que é considerada a deusa da maternidade e da fertilidade do Antigo Egito.

 

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A melhor explicação sobre a obra vem do próprio autor, que presta o seguinte depoimento:

 

      “Este trabalho foi inspirado na mitologia do antigo Egito e em suas Simbologias, fruto dos conteúdos ensinados pela Historiadora Guti Fraga. Ísis é a deusa da maternidade e da fertilidade e uma de suas representações é na forma de vaca nominada Ísis-Mehturt.Assim criei este mosaico temático fazendo uma correspondência entre os significados mitológicos de Ísis e a vaca como símbolo de abastança e fertilidade.

A Vaca foi revestida por 12.000 fragmentos, incrustações de pedras semipreciosas, envolvidas em pastilhas com lâminas douradas, mármores e granitos, utilizando basicamente seis símbolos que se repetem.

Os cascos e os chifres são pretos, indicando a união entre terra e céu.

O Anch, hieróglifo que significa vida.

O Cetro, hieróglifo que significa sabedoria.

O cesto que significa alegria e festividade.

O olho de Ísis que significa olhar além das aparência.

Basicamente poderíamos interpretar este conjunto de símbolos como um convite a usufruir da abundância que a vida pode proporcionar, trilhando o caminho da disciplina.

Objetivei com este trabalho despertar as pessoas para a consciência de abundância. “Para usufruir o Maná da vida, com alegria e abundância, é necessário compreender o mistério da existência com sabedoria. A vida não é uma passagem fútil, procure seu ideal de vida e faça a diferença, seja criativo!”

 

 

 

 

 

 

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