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A contemporaneidade na obra de Moema Branquinho
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Um projeto de mosaico poético para Brasília

Arte, devoção, formação acadêmica e a vocação didática em Moema Branquinho  

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Moema Branquinho significa hoje, no Brasil, uma das principais expressões da arte do mosaico, tanto em sua vertente criativa e construtiva quanto no que diz respeito à docência e à pesquisa. Filha dos artistas plásticos José César Branquinho e Maria Teresa Vieira, Moema cresceu à luz das pinturas da mãe e das esculturas do pai, realizadas no ateliê da Rua da Carioca, no Centro do Rio de janeiro, que foi, durante décadas, um templo das artes em suas expressões múltiplas: cerâmica, serigrafia, xilogravura, cimento, pedra sabão, gesso, enfim, todas as modalidades visuais e outras mais. Inquieta desde sempre, Moema frequentou primeiramente a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Foi sua plataforma para vôos mais elevados...

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Ela nasceu no Rio, filha de mãe alagoana e de pai português. Antes de completar 20 anos de idade, tomou a decisão que a comprometeu para sempre com a arte do mosaico. Partiu para o exterior e foi aperfeiçoar seus conhecimentos na França; em Paris, bien sûr.  Matriculou-se na  École Nationale Supérieure des Beaux-Arts, que se localiza no Quai Malaquais  no Arrondissement 6emme, onde também se encontra a Sorbonne. Moema estudou no Atelier Ricardo Liccata, mosaicista conceituado que foi assistente de Gino Severini, seguramente uma das maiores expressões  da arte modernista que pontilhava em Paris, norteada pelo trabalho de Picasso, Modigliani e muitos outros. O Atelier Liccata, teve uma particularidade muito interessante, que foi o desenvolvimento da arte do mosaico num contexto mais artístico e expressivo, valorizando a linguagem de cada artista conforme se manifestava.

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Aqui neste site, há muitos casos de importantes artistas do mosaico com formação qualificada no exterior, todos eles profissionais de grande preparo, competência e conhecimento artístico. Alguns fizeram cursos na Itália, seja em Ravenna, Spilimbergo e muitas outras escolas por toda parte da Península Itálica. Outros preferiram a França. Nos anos 50, muitos modernistas procuraram as aulas de Gino Severini na Academie de la Grande Chaumière, em Paris. Pois Moema, por pertencer a uma geração mais moderna, procurou um curso de graduação completa, com dedicação integral, ou seja, um mergulho profundo no mundo das tesselas!

 

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Seu ateliê no Rio de Janeiro está preparado hoje para fazer e ensinar todas as técnicas e desafios, como também para revelar todos os segredos do mosaico contemporâneo, em que se especializou, reunindo e integrando tanto as práticas antigas quanto as múltiplas faces da atividade musiva de nosso tempo.

 

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Moema tem presença expressiva na paisagem do Rio de Janeiro, assinando obras um pouco por toda parte. Uma das peças mais recentes foram dois painéis para o sofisticado Restaurante Salitre, ao final da Rua Barão da Torre, entre Ipanema e o Leblon. Um trabalho refinado, de bom gosto e muito próprio para o lugar.

 

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Com seus alunos preparou um painel para o interior da Agência de Correios e Telégrafos de Copacabana (próximo á Rua Siqueira Campos), reproduzindo na parede interior do pavimento térreo os desenhos clássicos do piso de pedras portuguesas da Avenida Atlântica. É uma peça de identificação muito pertinente, até porque o mosaico pavimentar da Avenida é um símbolo internacional do bairro.

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Também são de sua autoria os mosaicos parietais que ornam a fachada e o interior de um Restaurante árabe, em Ipanema, mais exatamente na esquina da Rua Gomes Carneiro com Visconde de Pirajá, que conferem ao espaço um visual de beleza plástica que envolve os freqüentadores com um abraço de luminosidade e bom gosto.

 

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Outra obra qualificada de Moema é o painel que, durante muito tempo, permaneceu em exibição no interior do Rio Design center do Leblon, em comemoração dos 20 anos do Shopping. Trata-se de um painel em pastilhas Bisazza com 15 metros quadrados que retrata o bairro e destaca dois de seus ícones mais representativos: a Pedra da Gávea (de onde saltam os esportistas de Asa Delta) e o Morro Dois Irmãos, que é justamente o espaço por trás do qual o sol se põe e que costuma proporcionar uma visão deslumbrante e mágica nos dias ensolarados, quando os freqüentadores do Arpoador, de Ipanema e do Leblon costumam bater palmas quando o sol se põe.

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Também a peça Fluidos Energéticos é dessas obras de destaque da carreira de Moema Branquinho. Tem 9 metros quadrados, toda ela realizada em pastilhas da Vidrotil, às quais adicionou peças de vidro derretido. Depois de exibida durante muito tempo no espaço do Rio Designer Center, foi afixada numa residência em Santa Teresa.

 

Enfim, a diversidade de sua produção em mosaico chega a ser escandalosa. Moema é dessas profissionais inquietas, sempre em busca de realizações novas, de materiais novos, de propostas e projetos novos, enfim, de beleza nova e variada... Este é o seu jeito de ser e de repartir com o público sua enorme experiência, que sempre surpreende, cativa e arrebata. Por ser jovem, com certeza vai continuar a criar e produzir cada vez mais, com acuidade e competência, que são marcas registradas de suas peças.

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Foi em reconhecimento a sua competência e despojamento que um dos principais eventos coletivos da arte do mosaico no Rio de Janeiro, a exposição Rio Mosaico, que ocupa anualmente os salões do Forte de Copacabana, escolheu Moema Branquinho e o artista Marcelo Melo para serem as personalidades homenageadas na segunda edição da Mostra, em 2006. Marcelo Melo, por sua vez, é um mosaicista paranaense refinado, premiado nos Estados Unidos por inovar na arte. Reside na Europa há quase uma década, primeiramente na Escócia e atualmente na Holanda.

 

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O que mais fascina na produção exaustiva de Moema é a variedade de suas peças, como por exemplo “Rizomas”, uma escultura em mosaico que apresentou numa exposição na Casa Laura Alvim, em Ipanema. É curioso que, a par de obras contemporâneas, Moema mostra disposição para encarar qualquer tipo de encomendas, especialmente as que a desafiam, como foi o caso da Releitura Bizantina, um exercício de  composição no melhor estilo clássico, que gera uma certa tensão quando se coloca a peça lado a lado com “Paisagem Policromada” ou qualquer outra peça do seu vasto repertório contemporâneo.  Como a artista é ainda muito jovem, podemos apostar que muitas e muitas peças ainda devem sair da sua pletora criativa, para alegria de seus admiradores e também dos cariocas, os mais agraciados com seu movimento gradual de ocupação e presença no espaço urbano da cidade do Rio de Janeiro.

 

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Hgougon, fevereiro 2011

 

Acima, obra de inspiração bizantina à esquerda, tendo ao lado  peça de vertente contemporânea.